sábado, dezembro 23, 2006

O silêncio e o pacto



Esta última semana foi reveladora do cinismo da política no estado praticada não apenas pelos próprios políticos, até aí nenhuma novidade, mas também praticado pelas entidades empresariais que representam os chamados setores produtivos do estado.

Este ano a FIERGS e a assembléia legislativa promoveram seminário com o intuito de avaliar a a situação do estado e apontar soluções e alternativas, pelo menos era este o objetivo. O Pacto pelo Rio Grande descartou como desnecessária qualquer iniciativa de manter o tarifaço de Rigotto que se encerrava neste final de ano e que era possível recuperar as finanças do estado através de iniciativas mágicas e de arrocho.

Todos os candidatos a governador foram instigados a aceitar ou foram intimados nos debates a responder se aceitariam as resoluções tiradas dos seminários, era o centro dos debates se o candidato do PT Olívio Dutra acataria as deliberações fantásticas e salvadoras que salvariam o estado ou não. Era um debate de uma só idéia, ou o Pacto ou nada!

Esta semana viu-se que o Pacto era nati morto. Durante toda esta semana se noticiou o aumento de impostos (a primeira a falar disto foi a porta voz do futuro governo, a jornalista Rosane Oliveira). Passada uma semana ninguém se manifestou. Silêncio total, nenhum deputado, quase nada na mídia, e até os coordenadores do tal Pacto silenciaram.

FARSUL, FECOMÉRCIO, FIERGS, FEDERASUL nada disseram, é como se esta semana não tivesse existido na história do Rio Grande. Por que?

Ficou claro que Yeda é o reflexo do desespero e a esperança dos setores conservadores em deter o aumento de força política eleitoral do PT, assustados com a manutenção do eleitorado ainda em níveis de disputar o poder, as elites gaúchas estão dispostas a qualquer sacrifício. Os baluartes do liberalismo na imprensa como Diego Casagrnade e Políbio Braga passaram a semana sem comentar o aumento de impostos, Zero Hora apresentou apenas notas em coluna assinada, o silêncio foi total.

O Pacto foi na realidade uma iniciativa para enquadrar o PT caso este vencesse as eleições, seria utilizado para mostrar como o partido é intransigente e etc, como ELES vencersam, ninguém se importa em colocar na lata de lixo suas próprias popostas, pois não eram realistas mesmo e cumpriram o papel de ser apenas um estepe em caso de urgência.

Se não é fato, é uma boa versão.





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2 comentários:

Cristóvão Feil disse...

É isso, cara. A burguesia local faz olho branco para as trapalhadas de sua eleita. Registremos esse bate-cabeça e publiquemos a tempo de se evitar a repetição em Porto Alegre. Estamos fazendo a crônica da decadência do RS.
Abraço!

Anônimo disse...

Assim como os refrigerantes, açúcar refinado, gorduras alimentícias e sal de cozinha também deveriam ter alíquota de ICMS de 21%. Motivo: coerência nutricional.

Um eleitor da Yeda