
A edição de hoje de ZH está em festa, alegria, alegria! Imaginem os leitores que a Bayer vai oferecer milho transgênico em larga escala no Brasil ainda em 2009! Afirma ainda que a semente será adaptada ao clima do país e que a empresa busca participação no mercado de sementes liderado pela Monsanto e em breve irá investir em algodão e arroz.
É puro release da Bayer, o jornal apenas transcreveu sem nenhum questionamento. Isto é matéria paga, jabá. Como fazer uma matéria sobre sementes trangênicas e não citar que existem divergências não só no Brasil, mas no mundo inteiro sobre estes produtos?
As sementes são estruturas com vida e foram patenteadas, no caso pela Bayer, seus genes foram alterados para que as plantações de milho sejam resistentes a herbicidas que normalmente matariam o milho (que é uma gramínea), isto serviria para eliminar o inço nas lavouras que tradicionalmente era eliminado pela capina realizada por lavradores contratados.
O uso de herbicida causa primeiramente desemprego nas lavouras, pois elimina a capina. Outro dano é o enorme incremento no uso de herbicida cujos maiores fabricantes mundiais são justamente a Monsanto e a Bayer com enormes conseqüências ambientais. Em terceiro lugar existe a incerteza dos danos que a própria semente que se parece muito com o milho, pode causar a espécies humana.
Recentemente postado aqui, os americanos estão perplexos com o desaparecimento das abelhas no território americano, os insetos são muito importantes para a agricultura, pois polinizam as plantas naturalmente. Há quem diga que isto se deve as imensas plantações trangênicas existentes nos EUA.
Não importa quanto recebeu para publicar o jabá, a Bayer pagou mais do que o jornal vale.
Technorati Tags: jabá, ZH, trangênicos, milho, Bayer
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2 comentários:
Com certeza, pq esse jornaleco, nada vale mesmo!!
O Francisco Milanez aponta um tema importantíssimo na questão dos transgênicos: a patente. O que essas empresas fizeram foi patentear a vida, uma forma de ganhar dinheiro das mais escrotas possíveis. A ganância no seu extremo! O que ainda estará por vir, além do sumiço das abelhas?
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