quinta-feira, março 15, 2007

O Modo Petista de Governar




Este livro, O Modo Petista de Governar da editora do partido Teoria & Debate e foi organizado por Jorge Bittar. Neste compêndio estão as principais práticas petistas traduzidas da experiência de governar nos mais de 20 anos do partido e em conformidade com seus estatutos e políticas oriundas dos congressos.
Na página 225 inicia o capítulo do "Desenvolvimento Econômico" e diz:"Na gestão municipal entendemos que não basta a prefeitura ser eficiente e inverter as prioridades de seus investimentos".
"O papel ativo (do município) vai mais além, lançando-se mão de instrumentos de instrumentos (...) de incentivos que visem cobrir, estimular ou incrementar empreendimentos econômicos (...). Cabe ressaltar que o critério principal da concessão deste apoio será o da sua importância no plano estratégico de desenvolvimento econômico municipal".
À luz destas diretrizes várias administrações petistas no estado atraíram investimentos e lembro de dois casos famosos: a GM em Gravataí com Daniel Bordignon e a Coca-Cola em Porto Alegre com Raul Pont.
O PT, ao contrário do que alguns imaginam, não tem nenhuma questão de princípios com relação à isenções fiscais. As questões de princípios do partido são deliberadas nos seus congresso e estatutos e dentro de alguns meses haverá a realização do III Congresso do PT e NINGUÉM propôs algo parecido com isto. Dia 12 de março encerrou a possibilidade de que alguém ainda o faça.
Julgamentos rápidos e expeditos em geral levam a injustiças, as quais fomos vítimas muitas vezes na história da classe operária. Calma, solidariedade e humildade nunca são demais nestas situações.
(contribuição ao debate que gostaria de aprofundar)


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2 comentários:

Hélio Sassen Paz disse...

Agente,

O problema todo foi, não apenas o fato do Bordignon ter dito o que disse anteontem na Assembléia mas, sim, o fato de ele não ter vindo a público NA ÉPOCA para declarar que, embora o Estado fosse pagar caro pela sua subserviência; embora os incentivos fiscais do jeito que foram criados representem um entreguismo e embora a indústria automobilística seja apenas a 34ª em ROI, lucratividade e empregabilidade...

...Que o retorno em ICMS e empregos para Gravataí seria excelente perto do que estava, mas que poderia ser ainda maior caso houvesse outra matriz produtiva.

Contudo, ou cala-se ou mente-se para agradar à mídia e à direita.

Ele não queria perder o investimento. Até aí, entendo.

Mas, sinceramente, anteontem ele poderia ter calado a sua boca.

[]'s,
Hélio

Agente 65 disse...

Hélio, tu lês jornais a pouco tempo. O bordigno SEMPRE detonou com o Britto e sua política danosa ao interesse público e na época já denunciava que TODA a direita votou no congresso recursos para a FORD ir para a Bahia, inclusive os gaúchos com excessão dos petistas.
Este debate eu gostaria que seguisse, pois costuma ser escamoteado.