segunda-feira, novembro 06, 2006

Iraque "Livre"



A promessa de fazer do Iraque um exemplo de país árabe e democrático que influenciaria toda a região do oriente médio após a queda de um ditador nefasto, pouco a pouco se mostra ao grande público como o maior embuste da história contemporânea.

Além das mentiras já mencionadas em post anterior, os americanos esquecem de avisar que Sadam Husseim era agente da CIA e serviu aos EUA promovendo uma guerra hedionda contra o Irã (inimigo americano) usando armas legais e ilegais fabricadas nos EUA.

Agora a contabilidade da "libertação" do Iraque já apontam 650.000 motos desde a invasão de 2003. O Iraque é um país invadido com um governo títere onde nada funciona desde a queda de Sadam, não há combustível (!), falta energia elétrica e cada dia os insurgentes são mais volumosos e violentos, lutam pela autonomia do país.

Os mortos representam 500 cadáveres por dia! A informação vem da revista americana The Lancet e abala as eleições parlamentares americanas. O presidente Bush Jr. pode sair chamuscado com derrotas tanto no senado como na câmara. Ele tem participado ativamente da campanha nestes últimos dias tentando alavancar a votação dos republicanos.


O sofisma discutido hoje nos EUA é se o Iraque está ou não em guerra civil, tendo o exército americano no meio de fogo cruzado. Isto porque o governo americano declarou que não permaneceria se esta fosse a situação, buscando fugir da situação embaraçosa sofrida na Etiópia. Com 650.000 pessoas mortas até agora e diariamente mais atentados, fica claro que as forças americanas não conseguem mais manter o país unido e sob controle, caindo num forte dilema: se ficar e insistir aumentará as baixas americanas e não retomará a tranquilidade, se sair admite que foi derrotado e perde o controle do petróleo.

E ainda remanecem duas pautas para Bush Jr., o Irã e a Coréia do Norte. Qual a atitude que será adotada a seguir?

Um comentário:

Hélio Sassen Paz disse...

Caríssimo Agente 65,

Acho que deve ser feita uma pequena correção nesse excelente post: no último parágrafo, onde está escrito Coréia do Sul, deveria ser Coréia do Norte. É isso? ;)

[]'s,
Hélio