sexta-feira, setembro 28, 2007




A polêmica está instaurada. O deputado petista Daniel Bordignon protocolou projeto de lei que restabelece uma estrofe ao Hino Rio-Grandense surrupiada durante a ditadura. Ditadores, como todos sabem são chegados a uma demagogia deste tipo, e sempre encontram um lacaio que lhes dê serventia para seus delírios autoritários. Retirar uma estrofe do Hino é o fim da picada.
A estrofe retirada fala do assombro dos tiranos, talvez tenha sido isto que levou a um deputado arenista a fazer a lei que define o ficialmente nosso Hino. Mas lembro que no Hino da Independência, o que Brizola mais gostava, dizia expressamente "Ou viver à pátria livre, ou morrer pelo Brasil" nunca foi alterado e me parece até mais subversivo, embora ninguém mais o cante. Dizem que pichar um muro com esta frase foi a primeira "ação terrorista" de Carlos Mariguela.
Bem, o resgate da estrofe proposta por bordignon é uma boa iniciativa para pautarmos as barbaridades praticadas pela ditadura e reafirmarmos os valores da democracia e da república, belas heranças dos gregos e romanos.

3 comentários:

Cristóvão Feil disse...

Carlos Marighella, o revolucionário brasileiro, nunca fez "ação terrorista". Essa linguagem era usada pela repressão para desmoralizar os combatentes da liberdade.

marcos tridade disse...

ato falho cristóvão, tipo água mole em pedra dura...

Agente 65 disse...

Coloquei a ação terrorista entre aspas agora para ficar clara a intenção irônica, pois só os milicos poderiam classificar uma pichação como terrorismo não é mesmo?