sexta-feira, outubro 23, 2009

Roberval revelou a farsa


Pego na mentira!


Na quarta-feira a CPI da Corrupção inquiriu o servidor Roberval Silveira Marques, chefe Contadoria e Auditoria Geral do Estado, conhecida como CAGE. Não se esperava muito dele tendo em vista ter sido um dos poucos dos quais a maioria yedista que compõe a CPI aprovou para depor. Imaginaram os yedistas que Roberval seria um guardião fiel de sua Função Gratificada e que em nada comprometeria o governo.
Bem, o desenrolar do interrogatório mostrou alguns fatos importantes que esclarece como funciona o governo internamente e o caráter de seus alto dignatários. Roberval foi encurralado pelo deputado Daniel Bordignon (PT) que o fez revelar como se deu a compra dos móveis de criança para a casa da governadora.
A CAGE se manifesta sobre cada processo de compra e faz o regramento para o seu procedimento. No caso das compras dos móveis, inclui-se aí o pufe, a cama e colchão de criança para os netos da governadora, a CAGE pareceu especialmente interessada. O processo administrativo da compra passou por lá uma dúzia de vezes, e está documentado que a CAGE exigia tomada de preços e justificativa.
Por tomada de preços entenda-se a existência de orçamentos que balizariam o preço do produto e que a lei determina que seja o menor para a compra. A justificativa é a razão de estado para a aquisição do bem, qual a relevância para as atividades inerentes ao estado teria aquele objeto desejado pelo administrador. A singularidade do procedimento começa aí.
No processo administrativo está expresso que os móveis estavam em liquidação e tinham singularidade no mercado "segundo sua Excelência". Ou seja, procedeu-se a compra porque Yeda quiz aquele móvel, daquela loja e com aquele preço. Este procedimento é completamente estranho à Lei de Licitações, portanto ilegal. O inciso 5º do parágrafo IV do artigo 7º da lei diz: "É vedada a realização de licitação cujo objeto inclua bens e serviços sem similaridade ou de marcas, características e especificações exclusivas (...)".
Sem tomada de preços e sem justificativa, mesmo assim foi comprado. O Roberval assistiu a isto e nada fez.
O detalhe fatal do depoimento de Roberval Taylor é o seu testemunho que os móveis infantis só teriam  algum sentido se fossem comprados para uso no palácio Piratini e que era esta a informação contida no precesso de compra. Inquirido se sabia onde estavam os móveis, se sabia que estavam na casa da governadora, Roberval afirmou que sim, teria ficado sabenso disto. Bordignon lascou a pergunta que desandou a maionese:
- Mas então o senhor foi enganado pela governadora para endossar uma compra para sua a casa própria?
O Roberval perdeu a cor, tremeu, gemeu e teve de admitir que sim, que ele jamais autorizaria a compra dos móveis se declaradamente constasse que seriam para a residência particular de Yeda.
Em miúdos. Este governo é um escândalos que faz qualquer coisa para alcançar os desejos e desvarios da governante, inclusive mentir e enganar servidores concursados que cegos, surdos ou mudos colaboram com a máquina malévola que suga o erário. Esta quarta-feira deve ter sido realmente importante pelo fato de envolver diretamente a governadora, seria um fato arrasador. A prova desta importância é a total ausência de cobertura da impransa. Nenhuma linha da profundidade do depoimento. Deve ter pego no nervo!

 




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2 comentários:

César Bento disse...

Assiti o depoimento. O Roberval me pareceu meio fraco para ser o auditor -geral. Bem do jeito que eles gostam. Além disso, ficou claro que não precisa de secretaria da transparÊncia se os controles institucionais forem bem feitos

elektrofossile disse...

essa foi na couve! ou no rim
Excelente!
NÃO pode comprar PUFF com dinheiro do cofre público. Senão ... puff