domingo, julho 27, 2008

Agora vai III!!


Retrato falado do comandante, ídolo do novo secretário

O desespero da governadora Yeda Crusius para colocar sua gestão nos eixos não mede esforços. Trata-se de um grupo de secretários tentando cada um por si fazer algo num mar de inação e nenhuma cratividade administrativa ou política. O governo sustenta-se unicamente pelo beneplácito da grande (?) imprensa(?) gaudéria.
Não há área que se destaque, tudo é dominado pela mediocridade, os serviços inexistem e o contribuinte fica à mercê de sua própria sorte. Saúde e educação cambaleiam. Nada de infraestrutura é perceptível e se existe algo em andamento é totalmente financiado ou doado pelo governo federal.
Na política a coisa é ainda pior. A governadora se relaciona com sua base de forma tão truculenta como com a oposição, entende que a nomeação de aliados em cargos no governo compra o silêncio e o permanente beija-mão. A corrupção apurada em CPI irá levar vários peixes grandes do governo para a cadeia, é uma questão de tempo. A governadora mora numa mansão adquirida de foma asquerosa e se torna a cada dia uma vergonha para os gaúchos.
A última loucura da velha foi a nomeação de um general como secretário de segurança. Chega a ser risível. Já teve um fanfarrão e um bobo da corte, agora um militar. Os militares são pessoas que crêm ser o quartel e sua hierarquia a coisa mais próxima da perfeição e harmonia na face da terra. Justificam esta utopia simplista com a certeza que todos devemos obedecer ordens sem contestação e que temos cada um um papel a desempenhar, o que eles determinam (claro!).
Ora, todos sabemos (menos os militares) que a vida é bem mais complexa que a hierarquização e a disciplina. Ao sairem da caserna, indo para casa todos os dias e quando na reserva (nome engraçado que os militares se dão quando velhos demais para imporem respeito) acumulam uma carga enorme de frustração, pois nada é como no quartel e, aparentemente em sua miopia nada funcioana.
Transformam familiares, vizinhos e outros incautos em vítimas de suas angústias e buscam enquadrar o mundo em sua maneira da vê-lo. Nada mais equivocado e lunático que isto.
Um militar, ainda mais um general, é incompetente para o diálogo, o acordo, ceder ou transigir. Não foi treinado para isto, foi treinado para matar da melhor forma possível. Inimigo deve ser derrotado ou destruído. Isto nada tem de similitude com a política.
O secretário vai trocar os pés pelas mãos, o vovô vai ser a vergonha dos netinhos. A relação com a midia, com os movimentos sociais, com a assembléia e etc será um desastre. Mais um na conta de Yeda. Um general de mãos dadas com um nazista como chefe da tropa, imaginem n que vai dar!
Mal chegamos na metade e já lamento por cada babaca que votou nesta desgraçada.

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