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sexta-feira, agosto 27, 2010

Nada como dantes, ou o rei está nu


Going down, down, down, down.


A economia americana cresceu apenas 1,6% no segundo quadrimestre de 2010, embora expectativa fosse de 2,4%. Estes dados fazem crescer as preocupações com uma recessão prolongada que teria reflexos em quase todo o planeta novamente. Especialistas apontam que o pais deveria crescer 3% apenas para manter o nível de empregos atualmente na casa dos 9,5%.
O crescimento neste quadrimestre foi alicerçado no investimento em máquinas, computadores e software que subiram 25% no período, mas o seu pior desempenho foi na balança comercial negativa. As importações cresceram 32,4%, a maior desde 1984 e apenas 9,1% nas exportações. As vendas de imóveis continuam caindo, estão nos piores níveis em 50 anos.
Enquanto isto no gigante da América do Sul....




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sábado, agosto 14, 2010

Israel, jogo de mentiras e intrigas


Até quando?


Ali Akbar Salehi, chefe do programa atômico do Irã, anunciou sexta-feira o início de operação na próxima semana de sua usina nuclear de geração de energia elétrica. Foram anos de atraso para a inauguração do sensível projeto construído pela Rússia ao sul da cidade de Bushehr. Na próxima semana começa a ser transferido o combustível até a usina e na outra semana instalado no reator nuclear. As obras iniciaram em meados da década de 90 e só agora estão finalizadas.
A capacidade de produzir 1GW ainda levará tempo, pois a usina trabalhará a 1% da capacidade por 3 a 4 meses para monitorar vazamentos e ajustes necessários. A Rússia enviou ao Irã 82 toneladas de combustível nuclear ao Irã que se encontram armazenados em depósitos monitorados pela agência nuclear da ONU desde 2008. (Leia mais aqui em inglês).
Cito estas informações aqui porque entendo que esta inauguração irá iniciar uma nova guerra no Oriente Médio. Israel e os EUA não aceitam o Irã produzindo energia elétrica através de usina nuclear mesmo com todas as salvaguardas internacionais. Lembro que ao contrário de Israel, o Irã assinou o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNPAN) que o obriga a receber visitas e inspeções em suas instalações.
Israel junto com a Índia e Paquistão são os únicos países do mundo que não assinaram o TNPAN e é amplamente sabido que é o único país com arsenal nuclear do Oriente Médio, fato nunca confirmado ou negado oficialmente.
A opinião pública está sendo novamente manipulada para justificar a nova ação militar. Listo abaixo alguns fatos que a mídia corporativista quer que nós esqueçamos sobre o caso (leia aqui em inglês):
  1. Em maio de 2009 o Guardian, jornal inglês, noticiou que a sub-secretária de estado e negociadora-chefe de armas nucleares do governo americano, Rose Gottemoeller solicitou que Israel assinasse o TNPAN. Israel negou-se a fazê-lo;
  2. Em setembro de 2009 o Haaretz, jornal israelita, noticia que as nações árabes ganharam surprendendentemente uma moção da ONU determinando que Israel coloque suas instalações nucleares sob inspeção do TNPAN. Israel negou-se a fazê-lo;
  3. O Irã notificou seus planos de construção de fábrica de combustível nuclear a agência de energia atômica da ONU como prevê o TNPAN, provando que o Irã nada fez de errado;
  4. a agência da ONU e os 16 serviços de inteligência americanos são unânimes em afirmar que o Irã não está construindo e nem possui armas nucleares. (leia aqui em inglês);
  5. O ex-técnico nuclear israelense Mordechai Vanunu denunciou com fotografias em 1986 uma fábrica de armas nucleares em Israel na cidade de Dimona;
  6. Israel fez as mesmas acusações de uso e produção de armas nucleares ao Iraque de Sadam Hussein, usou isto como justificativa para bombardear a usina de energia elétrica de Osirak. Após a invasão em 2003 especialistas internacionais examinaram as ruínas e não encontraram evidências de armas clandestinas no local. (leia aqui em inglês);
  7. Em 2009 a ONU elaborou o chamado Relatório Goldstone. Nele são apontados 37 crimes de guerra contra a humanidade cometidos por Israel em Gaza. Israel denunciou o relatório como anti-semita, mesmo o Goldstone sendo judeu;
  8. Em maio deste ano sube-se que não somente Israel possui armas nucleares, como tentou vendê-las à África do Sul em pleno regime do Apartheid em 1975. (Leia aqui em inglês);
  9. Em 1965, Israel roubou dos EUA entre 90 a 270 quilos de urânio enriquecido pronto para fabricar armas nucleares. (Leia aqui em inglês).
Ou seja, nada é como nos contam quando o assunto é Oriente Médio, pprincipalmente quando envolve a política externa de Israel. Vamos ver nova guerra na região e a manipulação da mídia será escandalosa novamente. Não digam que não foram avisados.





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quinta-feira, julho 29, 2010

Isto não sai na Folha!

Adital - Ex-preso político retorna ao país após 30 anos encarcerado nos EUA
Após 30 anos encarcerado nos Estados Unidos, Carlos Alberto Torres saiu, ontem (26), em liberdade. A expectativa é que o ex-preso político desembarque, na tarde de hoje, no aeroporto Luis Muñoz Marin, em Carolina, Porto Rico, onde será recepcionado por artistas e militantes pela libertação porto-riquenha. Apesar das lutas e manifestações, Porto Rico ainda sofre com a colonização estadunidense e, desde 1952, vive na condição de Estado Livre Associado.
Torres estava preso nos Estados Unidos desde 1980 sob a acusação de conspiração sediciosa e de ser membro das Forças Armadas de Liberação Nacional. Apesar da liberdade e do retorno a Porto Rico, o ex-preso político não poderá estabelecer relações completas com outros prisioneiros libertos também acusados de conspiração sediciosa.
A ideia é que Torres seja recebido hoje no aeroporto de Porto Rico com o hino revolucionário "La Borinqueña", interpretado pelo cantor nacional Andy Montañez. Ativistas que lutam pela independência de Porto Rico aproveitarão a oportunidade e levarão bandeiras e cartazes representativos da liberdade.
A recepção apenas começa no aeroporto. À noite, a população porto-riquenha realizará um ato cívico-cultural na Praça de Recreo, em Rio Piedras, com apresentações de artistas como Andrés Jiménez "El Jíbaro", Chabela Rodríguez e Zoraida Santiago.
A libertação de Carlos Alberto Torres não é festejada apenas pela população porto-riquenha. O Comitê Internacional pela Liberdade dos Cinco enviou hoje, desde Cuba, um comunicado em que expressa contentamento em saber que Torres foi posto em liberdade "depois de 30 anos de injusto cárcere em prisões dos Estados Unidos".
Além disso, ressalta que Torres é um exemplo de resistência e dignidade. "Seu regresso à pátria nos enche de alegria e nos dá forças para continuar o reclamo de liberdade imediata para Oscar [López Rivera], independentista boricua que leva 29 anos preso, e os cinco patriotas cubanos que cumprem injusta prisão em cárceres de EUA há 12 anos", comenta.

Histórico
Não é de hoje nem de 30 anos atrás a luta de porto-riquenhos e porto-riquenhas pela independência. Mais precisamente, a resistência ao país norte-americano começou há 112 anos, no dia 25 de julho de 1898, quando a marinha de guerra dos Estados Unidos invadiu Porto Rico e o território tornou-se colônia estadunidense.
Desde esse período, a população realiza ações contra as imposições dos Estados Unidos, as quais vão desde a determinação da cidadania norte-americana para o povo de Porto Rico à exigência do serviço militar obrigatório aos jovens de lá. Além disso, a população ainda enfrenta o controle do sistema tarifário e do comércio exterior, a exploração de trabalhadores, a dependência econômica, entre outros pontos.
No dia 25 de julho de 1952, Porto Rico passou a ser chamado de Estado Livre Associado, posição que, segundo destacam os lutadores independentistas, em nada mudou a condição de colônia, pois continua a sofrer imposições de leis do Congresso estadunidense. Controle de imigração e emigração, expropriação de terras, controle de aduanas e comércio exterior são apenas algumas situações que mostram a imposição estadunidense sob a nação porto-riquenha.


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segunda-feira, julho 26, 2010

Cantilena reacionária


Com a direita e pela direita.

Estamos vivendo dias de grande riqueza política, a democracia proporciona o aprendizado necessário para as necessárias transformações. Um dos maiores problemas além da piada de mau gosto que é nosso judiciário, sem dúvida é a imprensa.
Semana passada o candidato de oposição, José Serra (PSDB), declarou que o Brasil viva uma "República sindicalista". Para muitos isto pode parecer apenas uma frase idiota para causar impacto e estampar manchetes, mas aos mais antigos o significado é bem maior. Carlos Lacerda era um jornalista e político de direita que pregava o golpe nas décadas de 50 e 60 do século passado. Tentou impedir Juscelino Kubitschek de se eleger e de tomar posse. Seu discurso era recorrente vociferando contra o que chamava República sindicalista.
À época o discurso do medo usava o demônio ateu do comunismo. Dizia-se que tipos comuno-sindicalistas se infiltravam na sociedade para corrompê-la  com valores estranhos às famílias brasileiras que valorizariam a Deus e ao país. Sob esta bandeira que arrebatou a quase totalidade dos idiotas brasileiros, os militares saíram dos quartéis e realizaram a ditadura que diziam combater.
Serra hoje não usa mais o medo do comunismo. Ele é moderno, agora semeia o medo com o novo fantasma do ocidente branco e cristão: o terrorismo. Tenta trazer uma pauta externa e estranha ao país, algo alheio à pauta brasileira. Nada de economia, educação ou qualquer tema que embarace o candidato tucano. O tema agora é a FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Serra diz que vivemos uma República sindicalista e que o PT de Lula tem relações com a FARC, reproduzindo a conversa fiada do seu vice.
Serra já tentou isto antes. Falou mal do Mercosul, defendendo os interesses dos EUA em detrimento do próprio Brasil. Serra delarou  que Chávez seria a ameaça para a Amércia Latina, ora isto é a opinião do Pentágono.
Assim, a direita brasileira no meu ponto de vista já atirou a toalha e sabe que perderá as eleições para presidente este ano e já trabalha na desestabilização do governo Dilma com um discurso golpista. Serra está apelando, tem medo de fazer votação vergonhosa como Alkmin que fez a proeza histórica de ter menos votos no segundo que no primeiro turno da eleição de 2006.
Serra não debate o Brasil, não quer discutir seu programa. Ele não pode assumir suas idéias, perderia muitos votos. Ele foge do debate e usa a política externa para destilar seu veneno e vínculo com departamento de estado dos EUA. A imprensa repercute toda esta bobajada besta de forma nojenta, sem crítica ou análise. Uma vergonha.






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sexta-feira, junho 04, 2010

Orgulho de ser brasileiro!



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sexta-feira, maio 28, 2010

Acordo Brasil-Turquia, uma chance à paz

Opera Mundi - A mediação do Brasil e Turquia no caso iraniano (Luiz Flávio Gomes)

Mediação internacional é a que visa a solucionar conflitos entre Estados ou entre grupo de Estados. Um velho princípio do Direito internacional dizia: “Entre os Estados não existe juiz” (ou seja: ninguém estaria acima da soberania de cada país). Esse cenário independentista (absolutista), hoje, está bastante alterado, sobretudo diante do protagonismo (cada vez maior) das cortes internacionais (da ONU, da OEA etc.). De qualquer modo, parece não haver dúvida que o melhor caminho para a solução dos conflitos (inclusive dos internacionais) é o do pacto, do acordo, da negociação.

Lula, nesse sentido, está sendo internacionalmente brilhante. Claudica muitas vezes (ao não censurar algumas ditaduras: como a da Venezuela, do Irã etc.), falta-lhe definir com maior precisão uma escala de valores que marcariam a atuação da diplomacia brasileira, mas não há como deixar de elogiar o seu esforço para mediar o conflito relacionado com a “não proliferação nuclear”. O acordo conseguido por ele, pelo primeiro ministro turco (Recep Tayyip Erdogan) e pelo presidente do Irã (Mahmoud Ahmadinejad), tão desacreditado logo em seguida pelos Estados Unidos (embora apoiada em recente correspondência de Obama a Lula), constitui um marco histórico emblemático, porque deu-se início a um processo de diálogo, de mediação (tentativa de aproximação das partes).

Celso Amorim disse: “O Brasil só colocou a bola na marca do pênalti”. Mas isso não é pouco, porque pode facilitar (um dia, talvez) um pacto entre todos os países em conflito, visando a encontrar uma solução não beligerante, não impositiva, não violenta. Aliás, é nisso que consiste a mediação, que é uma técnica de resolução (alternativa) de conflitos onde “todos ganham, ninguém perde”. Os Estados Unidos deveriam, definitivamente, romper com sua (tradicional) lógica do “ganhador-perdedor”, do “eu ganho e você perde” (do “eu mando e você obedece”). É uma ilusão (e até petulância) esperar uma incondicional rendição ou uma humilhação pública mundial de qualquer país.

Os conflitos internacionais, sobretudo os que envolvem a energia nuclear e a bomba atômica, são muito sérios (porque podem destruir nosso planeta em poucas horas). Nessa área já não existe espaço para os “ânimos de vingança”, para reações iradas, para a lógica da vitória e da derrota, para a guerra a todo custo. A mediação, agora iniciada, não busca nem a humilhação da derrota, nem a euforia típica da vitória. A política da mediação é muito mais sensata que a imposição de sanções, porque permite que as partes em conflito sejam ao mesmo tempo as protagonistas da resolução desse mesmo conflito. A diplomacia brasileira não quer (nem pode) ser a juíza da causa, sim, apenas facilitar o encontro das partes conflitantes (a busca de uma solução pacífica).

O Brasil (Lula e sua equipe diplomática), como mediador do conflito, está tentando aproximar as partes, está tentando facilitar o diálogo rompido, o reconhecimento das argumentações (e posições) de cada uma. Elogiável essa iniciativa da política externa brasileira, ainda que nenhuma solução pacífica e não violenta seja encontrada. A resolução (alternativa e não beligerante) de conflitos entre países melhora os índices de civilização da humanidade. O (já massacrado) planeta Terra agradece, quando seus “inquilinos” (tão passageiros), embora atritados e irados, atuam com sabedoria, leveza, sensatez, prudência e temperança.

*Luiz Flávio Gomes é juiz aposentado de São Paulo, professor da
Unisul (SC), da Universidade Austral (Buenos Aires, Argentina) e da
Universidade Católica de Santa Maria (Arequipa, Peru), e
diretor-presidente da rede de ensino LFG. Artigo publicado no website Última
Instância
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Mediação Brasil - Turquia

Russia vows support for Iran fuel swap - Rússia promete apoio à troca de combustível atômico pelo Irã
A Rússia declarou seu "apoio ativo" ao acordo nuclear iraniano na condição de que seja implementado totalmente.
"Se o Irã concorda plenamente com eles, a Russia apoiará ativamente o esquema proposto pelo Brasil e Turquia", declarou o Ministro das Relações Exteriores da Rússia Sergei Lavrov nesta quinta-feira.
"Nós louvamos este acordo, se integralmente implementado, criará importantes pré-condições não apenas para a solução definitiva do problema... mas também para melhorar o ambiente para reestabelecer as relações", acrescentou Lavrov.


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segunda-feira, maio 17, 2010

Clareara a situação do Irã


Retratado com louco pelo ocidente. Porquê?


Irã continuará a enriquecer urânio a 20% mesmo com acordo, diz governo - internacional - Estadao.com.br
"Claro que o enriquecimento a 20% irá continuar em nosso próprio país", disse o porta-voz Ramin Mehmanparast. O Irã recebeu muitas críticas internacionais em fevereiro, após começar a enriquecer urânio a 20%, necessário como combustível em seu reator de pesquisas.
A imprensa em geral é leiga e não busca entender os casos mais complexos, o resultado é uma cobertura confusa que mais desinforma e mistifica do que esclarece. O caso do Irã é típico, em geral reproduzem os jornalões americanos que reproduzem a opinião da Casa Branca. A situação lembra muito a brincadeira de criança chamada telefone sem fio, onde uma mensagem é passada no ouvido de um a um e acaba chegando toda distorcida.
Vamos dar uma clareada na questão. O Irã possui usinas nucleares para a produção de energia elétrica. As usina nucleares existem no mundo todo, na europa representam parcela considerável da sua produção de eletricidade, existem usinas idênticas nos EUA e aqui no Brasil. As tecnologias envolvidas são o segredo do negócio, no Brasil utiliza-se tecnologia alemã da GE que só funcionou perfeitamente em laboratório e o Brasil é único país a utilizá-la (chamada de centrifugação). É coisa do Geisel e que enriqueceu muita gente mas isto é outra coisa.
O urânio não é abundante no planeta, mas não chega a ser raro. O minério para ser usado em uma usina necessita ser enriquecido. O urânio na natureza possui 99,284% do isótropo U-238 e apenas 0,711% do U-235 necessário para fabricar uma bomba. Gerar material com 20 % de U-235 é relativamente simples e barato de modo que o Brasil e o Irã e muitos outros países o produzem e o utilizam para combustível de suas usina de eletricidade. Há algumas décadas só os americanos vendiam combustível nuclear.
Enriquecer o urânio para além de 20% é muito caro e complexo. Chegar a 90% exige muito investimento e tempo para acontecer, mas uma vez que se consiga, por menor quantidade que seja, fica muito fácil produzir uma bomba atômica. A ONU então resolveu fazer visitas às instalações nucleares mundo afora com o intuito de acalmar a comunidade internacional e garantir a limitação do acesso ao armamento nuclear no mundo.
O Irã se nega a receber estas visitas. Os inspetores internacionais foram barrados várias vezes no Irã, sob suspeita de serem espiões ocidentais. Fato bastante plausível, pois como disse, a tecnologia é o fundamental aqui, e cada país enriquece seu urânio a sua maneira. Não permitir a entrada de inspetores é um problema sério? Se fosse o Brasil também teria de sofrer sanções, pois igualmente não permitiu visitação a suas instalações.
Outro detalhe importante. Israel tem armamento nuclear em seu território, tem usinas nucleares, enriquece urânio e não assinou o tratado de não proliferação de armas nucleares como o Brasi le o Irã. É o famoso dois casos, duas medidas.



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quarta-feira, maio 05, 2010

Hipocrisia


Chupado daqui.


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terça-feira, abril 27, 2010

Noriega e a CIA


Inimigo ou aliado inconveniente?

Desde 1967 Noriega já constava na lista de pagamentos da CIA e se tornou o agente mais confiável na América Latina um ano depois. Desde 1971 o Escritório de Narcóticos e Drogas Perigosas (BNDD em inglês) que precedeu a famosa DEA (Drug Enforcement Administration) já acusava o agente como criminoso perigoso e recomendava seu assassinato, mas Bush pai foi nomeado diretor da CIA e resolveu a questão e aumentou o soldo de Noriega.(Leia aqui em inglês)
Colocado no governo em um golpe de estado arquitetado pela CIA, após derrubar o avião onde viajava opresidente do Panamá, iniciou a operar ações dos Contra na Nicarágua repassando armas oriundas de Israel para as bases localizadas em Honduras e Costa Rica. A ligação de Noriega era direta com Oliver North, mais tarde condenado em operações ilegais envolvendo recursos financeiros e de armamento para a derrubada dos sandinistas em El Salvador e Nicaragua.
Noriega foi deposto manu militare pelos EUA em 1989 que invadiram o país e prenderam o ditador. Foi montado um tribunal que contou com a ajuda de 24 traficantes que o denunciaram em troca de redução de pena. Condenado por 40 anos cumpriu 17 anos e por bom comportamento poderia ser libertado, porém foi deportado para a França para responder por outros crimes. Detalhe: Noriega foi preso incomunicável. Nunca deu uma entrevista e a opinião pública nunca ouviu sua versão sobre os fatos.
Uma boa versão diz que Noriega traficava drogas para financiar as barbaridades dos Contras que agiam sem autorização do congresso americano e portanto sem recursos legais para funcionar. Teriam usado o dinheiro do tráfico e a influência de Noriega neste meio. Para salvar a própria imagem, os EUA resolveram invadir o Panamá e prender seu presidente, silenciá-lo e rezar para que morra antes de ser solto. Imaginem se ele conta o que sabe?
Este é só mais um exemplo do cinismo americano na política internacional.




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segunda-feira, abril 19, 2010

A vítima é o Irã

O Incrível Exército Blogoleone
Em entrevista à publicação alemã Freitag, Noam Chomsky fala da pressão dos EUA e de Israel sobre o Irã e seu significado geopolítico. "O Irã é percebido como uma ameaça porque não obedeceu às ordens dos Estados Unidos. Militarmente essa ameaça é irrelevante. Esse país não se comportou agressivamente fora de suas fronteiras durante séculos. Israel invadiu o Líbano, com o beneplácito e a ajuda dos EUA, até cinco vezes em trinta anos. O Irã não fez nada parecido", afirma.

David Goessmann/Fabian Scheidler - Freitag


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sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Apressado come cru


Tomou uma invertida! Bem feito!

Folha Online - Mundo - Justiça colombiana impede Uribe de tentar 3º mandato, diz jornal - 26/02/2010
De acordo com o entendimento do magistrado, irregularidades verificadas no trâmite da proposta, que surgiu de um abaixo-assinado e foi levada à votação no Congresso, tornariam impossível a sua aprovação.

Dentre os "vícios" observados, segundo outro jornal local, o "El Espectador", teriam pesado especialmente a violação dos limites permitidos para o financiamento de uma campanha favorável ao abaixo-assinado e a aprovação do projeto na Câmara dos Deputados sem contar com a devida certificação das autoridades eleitorais.

Além disso, foram citadas a convocação de sessões extras na Câmara sem que um aviso prévio fosse publicado no "Diário Oficial" --e fora de períodos de recesso-- e a mudança da pergunta que seria levada à consulta --originalmente, a proposta seria que Uribe pudesse tentar o terceiro mandato em 2014, e não em 2010--, o que ocorreu no Senado.

Agora, com Uribe e seu favoritismo fora da disputa, a Colômbia deve ter um dos processos eleitorais mais equilibrados de sua história recente. O primeiro turno está marcado para o dia 30 de maio.
O lacaio de Bush na América Latina, o presidente colombiano Álvaro Uribe, estava todo prosa e contanto com a eleição no papo. Por ser um notório entreguista não era criticado pelo império central por querer alterar a constituição no meio do jogo e concorrer novamente. Lá na Colômbia isto é "democracia", nos demais países de orientação política não alinhada com a política externa de Washington, é golpe!
A CIA esqueceu dos detalhes. Como o diabo morre nos detalhes, a justiça eleitoral podou as asas de Uribe.
Uribe não precisa se preocupar, o império central costuma ser tão generoso com seus puxa-sacos como rigoroso com seus adversários. Ele já é um homem milionário, terá mais tempo para pescar em Miami, enquanto Manuel Noriega continua preso sob a acusação de 24 traficantes condenados beneficiados por redução de pena por seus depoimentos (Noriega está preso e incomunicável e foi deposto do governo do Panamá por um golpe de estado armado pela CIA em 1990).





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sábado, novembro 21, 2009

Foram-se as pontes


Sem pontes e sem paz no horizonte.

Ontem o governo venezuelano informou a derrubada de duas pentes de pedestres na fronteira com a visinha Colômbia. A temperatura na divisa entre os dois países continua subindo ameaçando a paz na América Latina de forma alarmante. As pontes ligavam aldeias dos dois países e segundo fontes oficiais serviam de ligação para milicias e traficantes de drogas.
O exercito venezuelano chegou em caminhões e dinamitou as duas pontes na localidas de Las Delicias no estado venezuelano de Táchira que ligavam a Rigonvalia no estado de Santander do Norte, na Colômbia. Não se tratavam de pontes internacionais vinculadas a qualquer conveniamento internacional, exestiam ao arrepio das leis venezuelanas e internacionais, porém é um símbolo forte somado à crise crescente entre os dois países. O governo colombiano já acionou o Conselho de Segurança da ONU e formalizou queixa contra o governo Chávez.
O clima entre Venezuela e Colômbia vem azedando há alguns anos com acusações de favorecimento venezuelano ao trânsito de guerrilheiros da FARC por seu território e pela presença de militares colombianos em território venezuelano com incidentes fronteiriços de pequena monta. Somado a este cenário, os EUA renovaram conveniamento com a Colômbia para a operação de soldados americanos e uso de bases colombianas para ações de combate ao narcotráfico. Estes conveniamentos com os americanos nas últimas décadas tem servido para dizimar as guerrilhas de esquerda na região e para garantir base de ação americana na América Latina numa política de presença e ameaça militar constantes.
A situação tende a piorar e não se descarta a possibilidade de evoluírem para as vias de fato em curto prazo. A presença americana neste momento é danosa e em nada ajuda a situação que deve ser resolvida em nivel diplomático entre os dois países e mediada pelo Brasil. Leia aqui e aqui (em inglês).




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quarta-feira, setembro 30, 2009

Apoio Yanke


Odiado por todos há anos!

O FMI liberou dia 9 de setembro nada mais do que US$ 13,8 milhões de dolares pro governo golpista de Honduras. Isto dá um gás nos golpistas no poder desde o dia 28 de junho, mesmo com os protestos da OEA que exigiu "imediato e incondicional retorno do presidente eleito".
Nenhum país do planeta reconhece o governo Michelletti, o Banco Mundial, o BID e o Banco de Integração Econômica da América Central cancelaram suas atividades no país e a União Européia suspendeu ajuda econômica de US$ 90 milhões e estuda mais sanções.
Na contramão da racionalidade, o FMI vai no sentido contrário. Exatamente como fez com Hugo Chávez na Venezuela em 2002. Naquela ocasião, horas após o presidente eleito ser deposto o FMI declarou que estava pronto para ajudar o novo regime do modo que fosse necessário. Com a reversão do golpe, o FMI foi inquirido e declarou que se tratava apenas de uma declaração e não uma ação concreta da entidade.
O interessante é que o FMI não teve dedos para cortar investimentos em Honduras durante o governo Zelaya em novembro de 2008 quando o organismo discordou das políticas econômicas do governo.
Fica claro que o FMI está longe de ser o que deveria, está onde sempre esteve: nas mãos da reação conservadora e na órbita da direita americana. Mesmo com recursos do nosso governo engordando as finaças do FMI....




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segunda-feira, setembro 28, 2009

E agora PIG?


Folha, Globo, Estadão e etc. pagaram mico!

Nada como um dia após o outro. Micheletti bem que tentou fazer uma imagem de agente da ordem, mas a máscara caiu. Lula não cansa de chamar o cidadão de GOLPISTA. E puxou o barco deste cara. Agora ele mostra sua cara verdadeira:

Folha Online - Mundo - Governo interino de Honduras fecha rádio e TV de oposição - 28/09/2009
O decreto do governo, aprovado em Conselho de Ministros, autoriza a polícia e as forças armadas a fecharem quaisquer estações de rádio ou televisão "que não ajustarem sua programação às disposições atuais".
Coisa linda! Leia aqui também. Trata-se de apenas mais um ditadorzinho centro-americano. Nada mais do que isto! Só muda o contexo, que no caso de Honduras é bem interessante.
Honduras sediou o centro de operações da CIA na América Central no períodos das revoluções nicaraguense e salvadorenha. Dali partiam os "Contra", armados e treinados por oficiais americanos para derrubar os governos de esquerda daqueles países.
A elite hondurenha é entreguista e fortemente ligada ao capital americano. Finais de semana nos EUA e casa em Miami fazem parte do cardápio.
Zelaya contrariou interesse fortes, foi deposto e a comunidade internacional fica quieta sem apoiar Micheletti. O Brasil botou a cara e deixa o atual governo golpista com um enorme pepino sem solução. Há indícios que as eleições marcadas para este ano não ocorrerão, existem ameaças a embaixada brasileira e agora torniquete na imprensa. Fórmula velha conhecida de ditadores ridículos.
O que dirá a PIG? Assumirá o discurso de Lula e passará a chamar o atual governo de golpista ao invés de governo de fato?





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segunda-feira, agosto 31, 2009

Toma!

OMC autoriza Brasil a retaliar os EUA - Estadao.com.br
GENEBRA - A Organização Mundial do Comércio (OMS) acaba de autorizar o Brasil, na manhã desta segunda-feira, 31, a impor retaliações sobre o governo americano em resposta aos subsídios ilegais que a Casa Branca distribui aos produtos de algodão. Porém, a OMC não chegou a um valor fixo e apenas indicou ao Brasil uma fórmula matemática que poderá ser utilizada para calcular a cada ano o valor da retaliação.
O Itamaraty havia pedido para impor sanções de US$ 2,5 bilhões. Os americanos indicaram que somente aceitariam ser retaliados em 1,5% do valor pedido para o Brasil. Agora o governo brasileiro estuda a decisão da OMC, que apenas será tornada pública às 10 horas do horário brasileiro.
O Estado de S.Paulo apurou com fontes que tiveram acesso aos documentos oficiais que a decisão é mais complexa do que apenas a divulgação de um número para a retaliação. A disputa entre Brasil e Estados Unidos já dura sete anos e apesar de várias condenações, o governo americano jamais cumpriu a determinação da OMC de retirar os subsídios ilegais ao algodão.




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Gênio

Consciência Política
O presidente Lula, em seu discurso na Unasul, que ocorre na Argentina, tocou num ponto sensível para a política externa dos EUA. Disse que os norte-americanos estão combatendo o narcotráfico na Colômbia desde 1952 e que é preciso repensar o modelo de repressão militar ao narcotráfico adotado pelos EUA. Com esta visão, o presidente brasileiro minimizou o discurso do venezuelano Hugo Chávez, de ataque direto ao governo americano.

Se os EUA têm interesse em combater simplesmente o narcotráfico na Colômbia poderiam muito bem repassar equipamentos, tecnologia e recursos financeiros para o país cumprir sua missão. Aliás, já passou o tempo da América do Sul ser tutelada dessa forma pelo grande irmão do Norte.




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sexta-feira, agosto 21, 2009

Lá e aqui


Este senhor está trazendo a guerra fria para a AL



Senado colombiano aprova referendo para terceiro mandato — Agência Brasil de Fato
O Senado da Colômbia aprovou, por 56 votos a favor, a realização de um referendo para perguntar aos eleitores se aprovam uma mudança na Constituição para permitir que um presidente se candidate a três mandatos consecutivos. Isso daria a Álvaro Uribe a possibilidade de concorrer de novo nas próximas eleições, em 2010. O esquerdista PDA (Polo Democrático Alternativo) e o também opositor PL (Partido Liberal) se recusaram a votar.

O projeto será submetido à votação, na próxima semana, na Câmara de Representantes, onde, de acordo com a bancada governista, há uma ampla maioria a favor. Se for aprovado, passará à Corte Constitucional e logo depois pode ser levado às urnas, onde os colombianos decidirão a favor ou contra a reeleição do atual presidente.

Uribe, que foi eleito em 2002 e reeleito em 2006, ainda não anunciou se está disposto a se submeter a um terceiro mandato presidencial.

"Muito obrigada em nome de todos aqueles colombianos que acreditam que a política de segurança democrática devolveu a esperança ao país", afirmou o ministro de Interior Fábio Valencia, ao final da votação.

Há alguns meses a direita nacional e seus interlocutores da grande imprensa estavam em polvorosa com a possibilidade de Lula concorrer a um suposto terceiro mandato. Bateram neste factóide por meses. Todos os argumentos trazidos eram no sentido do princípio anti democrático disto e sempre referenciado em Chávez na Venezuela e Zelaya em Honduras foi deposto por almejar o mesmo.
Pois agora é o queridinho dos EUA e da grande imprensa que pavimenta sua possibilidade de terceiro mandato. Aí pode? Bem, a grande imprensa olimpicamente nada falou sobre isto. Uribe traz bases americanas para a América do Sul trazendo medo e corrida armamentista na fronteira brasileira e agora quer ficar plantando instabilidade por mais um mandato. É uma barbaridade.





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Tamiflu não é o que vendem

Gripe suína beneficia Tamiflu de Donald Rumsfeld?

O medicamento chamado Tamiflu, desenvolvido por um laboratório manejado por Donald Rumsfeld, ex-ministro de defesa de Bush, obterá grandes lucros com a atual epidemia de influenza ‘A’, segundo a imprensa independente, a diferença dos grandes meios de c

O Tamiflu, inventado por Gilead Sciences Inc. e recomendado inclusive pela Organização Mundial de Saúde (OMS) seria até agora um dos poucos tratamentos eficazes para curar a gripe causada pelo vírus H1N1, causador dos brotes da chamada influenza no México e EUA. Rumsfeld foi presidente da Gilead desde 3 de dezembro de 1997 até assumir o cargo do Pentágono, em 2001; porém, conserva seu pacote de ações na empresa.


Posteriormente, Gilead vendeu os direitos sobre o Tamiflu para os laboratórios Roche, cujas ações foram beneficiadas na bolsa durante a epidemia de gripe aviária. O medicamento é fabricado a partir do anis desde que foi inventado, no início dos anos 90, quando surgiu a enfermidade que devastou os galinheiros da Ásia em 2005-2006 e causou grande mortalidade em seres humanos, quando Rumsfeld era chefe do Pentágono, cuja "missão também consiste em promover experimentos bacteriológicos com fins militares".


O vírus da gripe aviária foi manipulado geneticamente para que fosse transmitido aos seres humanos nos laboratórios fármaco-terroristas do exército dos Estados unidos, em Fort Dix, Nova Jersey, em 1976, causando então a morte de vários soldados. Existe a justificada suspeita de que essa nova versão H1N1 tenha uma procedência similar.


A pergunta é se alguém como Rumsfeld ou seus sócios terão responsabilidade na difusão desse vírus geneticamente modificado, porque até o momento, nenhum porco apareceu doente em nenhum lugar do mundo. Em resguardo da inocência suína a respeito da epidemia de gripe, na Europa propuseram que melhor se chame "nova influenza" para dissociá-la do quadrúpede, cuja carne agora poucos querem ingerir.


A mutação do vírus H1N1 bem pode ter sido também fabricada em um laboratório. Trata-se de uma "forma nunca antes vista da gripe que combina vírus de porco, de aves e de seres humanos", em uma mescla intercontinental de vírus da América do Norte, da Europa e da Ásia, comentaram para a Associated Press funcionários do Centro para o Controle e Prevenção de Enfermidades dos EUA (CDC, em inglês). Definitivamente, o vírus não ataca os porcos, mas os humanos.


Todos os países do mundo estão agora comprando grandes quantidades de Tamiflu, cujo principal consumidor tem sido o Pentágono, que o tem dado às tropas dos Estados unidos para uso obrigatório desde que Rumsfeld chefiou o Pentágono. Desde então, os lucros da Roche e da Gilead Sciences Inc. aumentaram em vários bilhões de dólares. O preço normal do Tamiflu passa de 40 dólares.


Não seria a primeira vez que nos EUA experimentam com seres humanos, seja com fins militares, de negócios ou por sua ideologia de "luta permanente pela liberdade". Inclusive, Washington tem feito experimentos criminosos com seus próprios concidadãos, por exemplo, em 1945, quando 73 alunos de uma escola pública de Massachusetts receberam colheradas de isótopos radioativos juntamente com leite e aveia, dados no café da manhã. Nesses anos, a ciência militar estadunidense conhecia o poder destrutivo da energia atômica; porém, pouco sabiam sobre o efeito radioativo em seres humanos.


Desde os anos 40 até a década dos 90, os Estados Unidos experimentaram armas químicas e bacteriológicas com habitantes de seu próprio país em diferentes cidades, desde San Francisco até Nova York. Os juízes rechaçaram nos anos 80 e 90 as demandas de reparação das vítimas e dos familiares daqueles que faleceram invocando a doutrina da "imunidade do governo".


Em 1994, o então presidente William Clinton apresentou "desculpas sinceras", assegurando que uma "nova geração de líderes dotados de ética" não repetiria essas práticas, formulando questionamentos deontológicos que outros rotularam de simples "traição". Hoje poderiam existir novos abusos secretos, inspirados pela indústria farmacêutica e por personagens do mesmo perfil de Rumsfeld, capazes de qualquer crime com vistas a "travar a luta contra o terrorismo", outro negócio tão lucrativo quanto as próprias guerras.


A epidemia tem levantado uma cortina de ferro para que as pessoas se esqueçam dos grandes problemas que atingem a humanidade, manipulada pelos grandes meios de comunicação, que deixaram de lado as notícias sobre a profundidade da crise financeira nos EUA, a ineficácia da política de "salvataje" dos grandes bancos, a crise moral que Obama enfrenta acerca do castigo ou da impunidade para os torturados de paletó e gravata do Pentágono, a profunda crise mexicana, Estado narcotráfico, que atinge diretamente a governabilidade do país.


As mortes atribuídas ao novo vírus todavia estão abaixo de taxas normais de mortalidade provocadas ordinariamente no mundo pelos resfriados e pela influenza comum e corrente. A OMS eleva a gravidade da epidemia na escala de 1 a 6, situando-a em 5; porém, por que pede — ao mesmo tempo — que não sejam suspensas as viagens? Ao contrário, em Cuba, um país que tem demonstrado saber bastante de medicina, fechou sua fronteira aérea com o México. Por quê? Qual é a verdadeira dimensão e origem dessa epidemia inflada permanentemente de maneira alarmista pelos grandes meios em todos os países?


*Ernesto Carmona é jornalista e escreve para o jornal Paralelo 2 do Chile.






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terça-feira, julho 07, 2009

Situação delicada nos EUA


Calote toma conta dos EUA


Segundo a Associação de Bancos dos EUA os índices econômicos estão assustadores. O atraso no pagamento de empréstimos com mais de trinta dias subiu para 3,23%, superando neste trimestre o teto anterior de 3,22%. Este índice é analisado desde 1970 e significa que a bancarrota dos americanos está longe de estar estabilizada. Os golpes no cartão de crédito, da mesma forma alcançaram o teto, agora é de 4,75% superando o último quadrimestre de 2008 que indicava 4,52%.
Tudo isto é conseqüencia do maior desemprego nos últimos 25 anos, 9,4%! "Quando as pessoas perdem seus empregos, eles não podem pagar suas contas" resume o presidente da entidade, James Chessen. Leia aqui em inglês.




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