sábado, novembro 08, 2008

Há 129 anos nascia um revolucionário!


Tio Leon de aniversário!


Ontem, dia 7 de novembro, foi o aniverário de Lev Davidovich Trotskii. Conhecido apenas como Trotsky, foi um dos mais influentes revolucionários russos que banido morreu no exílio. Teórico e crítico do regime estalinista, o comunista viveu intensamente o final do século XIX e início do século XX e até hoje sua teoria política influencia movimentos no mundo inteiro.
A maior contribuição de Trotsky, ao meu ver, foi a análise da burocratização soviética. Escreveu sob o ponto de vista do comandante do exército vermelho revolucionário que viu após a morte de Lênin em 1924 o empoderamento de Stálin e o desvio político do regime.
Uma leitura obrigatória para quem quer entender a revolução russa é a trilogia de Isaac Deutcher: O Profeta Armado, O Profeta Desarmado e O Profeta Banido. Trata-se da biografia de Trotsky à luz da revoluçõ russa, são livros fabulosos e de leitura fácil e direta.
Feliz aniversário, velho guerreiro!

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3 comentários:

Luís disse...

Hoje sabe-se (e vive-se) que a burocratização "stalinista" não é a única possível, entre as esquerdas.
Trotsky vive, hoje e sempre, enquanto existir um esquerdista que lute contra todas as formas de exploração e burocratização, que lute pelo avanço da humanidade.

Rodrigo Cardia disse...

Trotsky nasceu a 7 de novembro pelo calendário gregoriano ou juliano?
Se foi pelo gregoriano, então o dia da vitória dos bolcheviques (07/11/1917) era aniversário dele - que presente!

Abraços

Calbercan disse...

Tudo que se disser sobre Trotsky é pouco. As opiniões apaixonadas que provoca ainda hoje impedem que se veja o óbvio: ele foi a maior personalidade do século XX, embora tenha morrido em 1940. Nenhum outro ser humano teve uma vida tão rica e tão influente nos anos 1900 quanto ele. Nenhum talvez em toda a história tenha sido ao mesmo tempo homem de ação e intelectual tão brilhante, revolucionário e escritor. A obra literária de Trotsky já impressiona por seu conteúdo e estilo. Quando sabemos que ele a escreveu nas horas vagas em que liderava o soviete de Petrogrado, maior organização popular da história, e o Exército Vermelho, que garantiu a vitória da revolução, aí então é espantoso. Não é possível compreender o século XX sem conhecer Trotsky. Como foi banido pelo stalinismo, que ainda hoje existe por aí (o próprio Hobsbawmn, maior historiador do século, mas ex-stalinista, não lhe faz justiça), e como sua lembrança provoca horror nos capitalistas, Trotsky continua praticamente ignorado pelas novas gerações. Elas não sabem que nas décadas de 1920 e 1930 ele era a maior figura pública do mundo, respeitado por todos os grandes homens de todos os países. Para resumir numa frase: comparado a Trotsky, Che é pinto.