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domingo, abril 18, 2010

Guerra ao Terror


A guerra é uma droga e o filme também.

Pois resolvi assistir um DVD pirata do tal ganhador do Oscar deste ano, "Guerra ao Terror". Aclamado pela crítica no exterior e muito eleogiado pelos brazucas entendidos em cinema. Assisti no cinema o derrotado Avatar e fiquei impressionado com a qualidade e profundidade dos temas abordados, fato raro em enlatados americanos.
Guerra ao Terror é um filme lento. As tomadas são longas e os poucos diálogos tentam ser existencialistas, mas são rasos e nada dizem ao público universal. Há uma cena interminável em que o protagonista mata "rebeldes" à tiro sem nada acrescentar ao enredo! O filme tenta passar uma idéia de anti-herói americano em terra hostil onde o protagonista é meio maluco, um parceiro descompromissado com a vida e outro perturbado pela guerra. O filme vai indo e conforme vai passando se percebendo que não terá fim e de fato não há final, bom ou mau.
O filme não aborda o fato do Iraque ser um país invadido pelas forças americanas,  não questiona o papel do imperialismo e ainda tenta caricaturizar a resistência como despropositada e gratuita, como se lutar contra o invasor não bastasse. Mas isto seria esperar muito de um filme americano bem mais-ou-menos.
A mídia tem forçado a barra com elogios ao filme e à direção, mas honestamente não há nada nele que mereça destaque além da boa fotografia, para mim não passa de um abacaxi, o filme é uma bosta.


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quinta-feira, setembro 25, 2008

60 anos depois, a verdade

JB Online :: TR- Astros da Era de Ouro do cinema recebiam fortunas para fumar - 25/09/2008
LOS ANGELES - As grandes empresas de cigarro pagavam quantias milionárias às estrelas de Hollywood da primeira metade do século passado para que aparecessem fumando nos filmes, de acordo com pesquisadores que tiveram acesso a alguns desses contratos.

Clark Gable, Spencer Tracey, Joan Crawford, John Wayne e Bette Davis foram algumas das míticas estrelas cinematográficas usadas pela indústria do tabaco, mediante o pagamento de milhões de dólares, para dar uma imagem de "glamour" ao cigarro, denunciaram os pesquisadores.

Um equipe dirigida pelo professor Stanton Glanzt, do Centro de Pesquisa e de Educação sobre o Controle do Tabagismo da Universidade da Califórnia (EUA), teve acesso aos contratos assinados entre os produtores de cigarro e as grandes estrelas de Hollywood desde o início do cinema falado, no final da década de 1920, até a chegada da TV, nos anos 1950.

O grupo comprovou que Paramount e Warner Bros eram os estúdios com mais acordos promocionais com essas empresas, especialmente Lucky Strike (American Tobacco) e Chesterfield (Ligget & Myers).

Somente a American Tobacco pagou, no final de 1930, o equivalente hoje a US$ 3,2 milhões aos astros do cinema para relacioná-los aos cigarros Lucky Strike. Foi assim que as grandes estrelas da época ajudaram a promover a imagem da marca Lucky Strike, Old Gold, Chesterfield, ou Camel, entre outras.

Os pesquisadores destacam a sinergia entre ambas as indústrias, já que os produtores de tabaco ganham uma melhor "aceitação social" do cigarro, e os estúdios de cinema se aproveitam das estratégias comerciais desse setor.

A presença de fumantes na telona é denunciada, com freqüência, como incentivo ao tabagismo de jovens e adolescentes. Já os que se opõem a uma regulamentação sobre artistas que fumam nos filmes defendem que a representação do cigarro faz parte do patrimônio artístico do cinema americano e citam clássicos como Casablanca(1942).

O estudo, financiado pelo Instituto Nacional do Câncer Grant, aparece nesta quinta-feira na revista especializada britânica Tobacco Control.

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sábado, novembro 24, 2007

Mais um abacaxi


A polêmica durará anos até que se descubra que não faz sentido mesmo

No site G1 li uma matéria sobre o filme "Cleópatra" que me levou a refletir sobre o cinema brasileiro. Pincei algumas linha e já tenho meu veredito.
“Espero que vocês tenham paciência com o filme, que o tolerem. Para
gostar de alguma coisa tem que ter paciência
”, discursou o veterano
cineasta Julio Bressane.
Bressane destacou que o filme é “uma versão lírica, musical e certamente trágica” da vida da rainha do Egito. “Não deu pra entender a proposta do diretor, que tentou fazer algo
diferente. Não tive paciência para ficar até o fim”, disse a analista
de sistemas Carla Nunes. “É uma Cleópatra latina, sentimental, passional. Criei um sotaque, fizemos uma representação das representações já feitas”, diz o diretor. Sei.
Não vi e não gostei. trata-se de mais um abacaxi típico de um segmento de cineastas que insistem em fazer maus filmes, levam ao extremo o bordão de que arte tem de chocar, provocar reações do público. Por que não fazer filmes interessantes com bons roteiros e diálogos racionais e verdadeiros?
Vivem noutra dimensão e são nutridos por incentivos e verbas públicas, não aceito e não concordo. Eu só prestigio o bom cinema, o bom filme. Desculpe, mas não verei esta caricatura de produção cultural chamado "Cleópatra".


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terça-feira, outubro 23, 2007

Cinema nacional


Nascimento atua no Turano em nome do Papa

Eu sempre fui crítico do tal cinema nacional, sou do tempo que um bom exemplar era filme como "Paraíba, Mulher Macho" e outras maravilhas do mesmo naipe. E tinha idiota que achava lindo só porque era brasileiro.
Foi uma longa noite de trevas em que eu saía do cinema revoltado com tanto filme ruim. O primeiro que me chamou a atenção foi "Verdes Anos", um filme lindo que contava uma história simples de uma grande paixão e muita identidade com os meus sonhos. Passei a perceber que bom cinema era possível, mas que os caras não faziam por escracho mesmo. Era piada de mal gosto, gozação dos diretores.
Quando assisti uma entrevista com Geraldo Thomas tive certeza. Tem intelectual que faz arte e cinema só pra rir da cara do espectador, não da minha.
Assisti a Cidade de Deus maravilhado, o som, a fotografia, o roteiro e edição eram fabulosos. Os atores eram de primeira linha e uma história envolvente e que comoveu a todos que o assitiram. Agora com Tropa de Elite foi ainda mais intenso, pois o filme tinha um elemento interessante: um tapa na cara da pequena burguesia urbana que sustenta o tráfico. As críticas à violência e tortura mostradas nas telonas, digo que são descabidas. Ninguém criticou o Bruce Willis na série Duro de Matar, ou Al Pacino nos diversos papéis de policial charlatão, ou ainda Alan Delon por ter feito um mafioso assassino. Tortura e violência policial são elementos cotidianos, final feliz só em filme de Walt Disney. Capitão Nascimento é o nosso John Wayne.
O cinema nacional parece ter encontrado seu eixo, realista, contestador, ao mesmo tempo não deixou de ser entretenimento e compreensível aos mortais sem ser óbvio.


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terça-feira, julho 31, 2007

Mídia Venal

Saindo um pouco da esfera política e atacando no mundo do cinema, a qual sou apenas usuário, tenho percebido uma mudança na indústria do cinema em especial. A relação com a mídia.
Esta relação deixou de ser, como em outros setores, meramente convencional e comercial. Não se trata de anunciantes como qualquer outra indústria que paga espaços publicitários, anúncios ou spots. Agora, de uns tempos pra cá a coisa se institucionalizou, foi incorporada.
Filmes idiotizantes como Homem Aranha, Independence Day (onde o presidente americano salva o planeta!), Herry Potter e agora o tal Ratatouille e Transformers infestam os meios midiáticos. Os abostados que comentam cinema quase babam rasgando elogios aos efeitos especiais, a beleza dos atores, e qualquer outra coisa que não seja arte.
Como dizia, não existem mais anúncios formais, mas reportagens em programas como Fantástico, páginas de jornais, coberturas dos lançamentos, premieres, tudo disfarçado como fatos jornalísticos. O que dizer de um filme onde extraterrestres transformistas invadem a terra? Por favor! Ou de um cara que sobe parades? Ou de uma cozinha que tem um rato como gourmet! Eu fora!
A idiotização do cinema e a mídia venal são uma combinação fatal à sétima arte, sem entrar na polêmica do cinema como arte ou entreterimento. A pobreza das produções faz com que se esqueçam os filmes do último ano ou de filmes que nos marcam profundamente.
Escrevo isto sob o  pesar da morte de  Michelangelo antonioni, que saudade do cinema italiano!

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