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quinta-feira, dezembro 11, 2008

Cai o Carrasco da Matriz


Fim do prendo e arrebento?

O Coronel Mendes, mais conhecido como o Carrasco da Matriz, será exonerado de sua função pela (des)governadora Tia Yeda. Mendes se notabilizou nos parcos meses de estrelato pela truculência e  incapacidade de diálogo. Mandava bater de forma indiscriminada, de professores a aposentados, e estabeleceu a praça da Matriz como palco de guerra e seu patrimônio pessoal. Mendes batia e a sádica se deliciava.
A demissão do marechal de guerra ainda não foi justificada pelo (des)governo, nem precisaria. Mas engana-se quem pensa que possa ter ocorrido pelos motivos imagináveis à primeira vista, a truculência e autoritarismo seriam motivo de promoção para Mendes na cartilha das pantalhas. Existe muito recheio neste pastel. Yeda quer uma vitória e para isto rifou o coronelzinho.
Na Assembléia o (des)governo de Yeda já começou derrotado com o projeto de aumento dos impostos e passou por uma CPI que desmascarou seu governo. Sentindo que se aproxima da metade do seu mandato, a Tia quer encher as burras e se viabilizar econômica e políticamente com o projeto de prorrogação dos pedágios que vai a votação no próximo dia 16 de dezembro. Vai rolar muito interesse objetivo e subjetivo nesta nova maracutaia envolvendo as concessionárias, afinal alguém tem de substituir o sonho das papeleiras que iriam revolucionar o estado e que acabaram falindo e cancelando os investimentos.
A prorrogação dos pedágios é muito mais importante que o comandante Mendes. Aposto que esta saída foi o preço do voto de algum deputado "indeciso" que pediu a cabeça do brigadiano. Afinal a votação da prorrogação é terça e o soldadinho foi demitido hoje. Qual seria a outra hipótese. Lembro do ditado italiano que diz "si no é vero, é bene trovato!"

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terça-feira, novembro 18, 2008

O público, o comunitário e o privado - a confusão de Yeda

Melancolia é o que resta ao povo gaúcho


A governadora encaminhou para a Assembléia uma proposta de lei que representa sua indole e seu governo. Trata-se da prorrogação das concessões rodoviárias no estado. A tal lei é composta por tão somente cinco artigos, sendo que dois são filigramas de vigoração e de revogações em contrário. Ou seja, são três artigos e consiste basicamente numa autorização do legislativo para a prorrogação de contratos conforme se apresentam em anexo à lei.

Sendo autorizativa, não há como alterar o conteúdo dos anexos. Ou o legislativo autoriza ou não, é um cheque de muitos zeros em branco para que o DAER e as empreiteiras façam o que quiserem com as rodovias concedidas desde o governo Britto. É preciso dizer que os contratos ainda vigoram até 2013, mas instisfeitos com isto, o govenro e as empreiteiras querem ampliar a concessão para 2028! Têm medo que algum governo neste iterim fira os seus interesses comerciais, não confiam na reelição do seu próprio projeto.

Tudo isto é muito estranho por várias razões. Primeiro, a governadora propoõe a prorrogação das concessões federais, inclusive (BR-116 entre Pelotas e Porto Alegre e BR-386 entre Porto Alegre e Pantano Grande) sem qualquer consulta ao governo federal! Segundo, os novos contratos dão poder ao DAER e AGERGS para resolverem alterações de trechos, alteração de localização de praças de pedágio, tarifas, prazos e serviços sem qualquer notificação ou consulta da Assembléia ou outro constrangimento ao governo. Terceiro, cria um conselho de usuários para garantir uma certa transparência, porém o conselho tem caráter de "acompanhamento" e não deliberativo. Quarto, na justificativa o governo cita que a Fundação Getúlio Vargas realizou um estudo econômico-financeiro das rodovias concedidas que nunca apareceu e não acompanhou a propsta de lei, porque? Quinto, com a prorrogação generosa as cocessionárias ficam autorizadas a explorar "outras fontes de receitas complementares", como aluguel de faixas de domínios, shoppings de beira de estrada e etc, muito além do que previa anteriormente.

Notem que os cinco aspectos relacionados acima sequer entram no mérito tarifário, que se demonstra num escândalo à parte.

Uma das boas ações do governo Collares foram os pedágio comunitários, onde as rodovias eram concedidas para administração das comunidades pertinentes a praça em questão e garantiram até agora um bom serviço e preços bastante razoáveis quando comparados aos concessionários privados (empreiteiras). Pois a governadora não esqueceu dos pedágios comunitários. O pedágio comunitário de Portão será entregue a uma concessionária SEM o compromisso de continuar sua duplicação em andamento...

Imaginemos o DAER e AGERGS com tamanho poder em conluio total com as empreiteiras. Vai ser uma festa até 2028 com proporções muito superiores aos escândalos envolvendo o DETRAN descobertos este ano. A prorrogação dos contratos podem movimentar até 5 bilhões de reais e renderiam bem mais do que os míseros 43 milhões desviados do DETRAN, renderia uma reeleição.

Este novo escândalo pré-datado deve ser barrado de imediato! A Assembléia está dominada por deputados mais interessados nas migalhas distribuídas pelos trechinhos a serem pavimentados em seus redutos eleitorais do que no interesse público. O projeto passará se a comunidade gaúcha não se mobilizar.

Yeda mostra sua pior faceta, confundindo o público, o comunitário e o privado e só quem sai ganhando é a safadeza e a corrupção, como sempre.

terça-feira, outubro 02, 2007

CPI dos Pedágios


Amigo dos milicos e inimigo da democracia

Homem de confiança da ditadura e indicado sem um voto para prefeito de Porto Alegre por duas legislaturas e elogiado pelos puxa-sacos de plantão, Villela mostra sua face obscura em gravação de telefonema dela para conselheira da AGERGS, leia abaixo:
PTSul
No diálogo, o ex-prefeito de Porto Alegre explica à ex-diretora que pelo menos oito integrantes da comissão de inquérito são da base do governo e que “não vão contrariar ninguém”. Na sequência, Villela diz que o deputado Dionilso Marcon “é um ignorante, mas não é burro”.No depoimento, Villela pediu desculpas ao petista, admitindo que foi grosseiro a afirmando que “não faria isso novamente”. “Posso ser ignorante, mas sou honesto”, rebeteu Marcon ao saber das declarações de conselheiro. “É esperar demais que um prefeito nomeado pela ditadura respeite um representante dos trabalhadores sem-terra dentro do parlamento. Sei que o compromisso dele é com as empresas e não com a democracia”, criticou. Marcon cobrou explicações sobre a parte da gravação em que Villela se refere aos deputados como “malandros e sem-vergonha”. O conselheiro se negou a responder. “Precisamos saber quem está falando a verdade: o Villela das fitas ou o Villela que está testemunhando. Aqui na CPI, ele não teve coragem de assumir o que foi gravado”, apontou.
O interventor tem página na internet, quem consguir achar a informação de que ele foi prefeito biônico ganha um fusca zero!


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