
Fim do prendo e arrebento?
O Coronel Mendes, mais conhecido como o Carrasco da Matriz, será exonerado de sua função pela (des)governadora Tia Yeda. Mendes se notabilizou nos parcos meses de estrelato pela truculência e incapacidade de diálogo. Mandava bater de forma indiscriminada, de professores a aposentados, e estabeleceu a praça da Matriz como palco de guerra e seu patrimônio pessoal. Mendes batia e a sádica se deliciava.
A demissão do marechal de guerra ainda não foi justificada pelo (des)governo, nem precisaria. Mas engana-se quem pensa que possa ter ocorrido pelos motivos imagináveis à primeira vista, a truculência e autoritarismo seriam motivo de promoção para Mendes na cartilha das pantalhas. Existe muito recheio neste pastel. Yeda quer uma vitória e para isto rifou o coronelzinho.
Na Assembléia o (des)governo de Yeda já começou derrotado com o projeto de aumento dos impostos e passou por uma CPI que desmascarou seu governo. Sentindo que se aproxima da metade do seu mandato, a Tia quer encher as burras e se viabilizar econômica e políticamente com o projeto de prorrogação dos pedágios que vai a votação no próximo dia 16 de dezembro. Vai rolar muito interesse objetivo e subjetivo nesta nova maracutaia envolvendo as concessionárias, afinal alguém tem de substituir o sonho das papeleiras que iriam revolucionar o estado e que acabaram falindo e cancelando os investimentos.
A prorrogação dos pedágios é muito mais importante que o comandante Mendes. Aposto que esta saída foi o preço do voto de algum deputado "indeciso" que pediu a cabeça do brigadiano. Afinal a votação da prorrogação é terça e o soldadinho foi demitido hoje. Qual seria a outra hipótese. Lembro do ditado italiano que diz "si no é vero, é bene trovato!"
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Melancolia é o que resta ao povo gaúcho