
Queromeu, herói dos sem-noção.
TCE promete cortar seus próprios supersalários | Política
– Estou ganhando acima de R$ 26 mil, por merecer. Não roubei – afirmou uma servidora que pediu para não ter o nome divulgado.
Eu leio e não acredito. A Constituição teve de ser alterada para que o teto valesse, não há como cortar os vencimentos de quem recebe acima dele para não ferir o direito da irredutibilidade, restou à lei não reajustar quem ficasse acima do teto. Mesmo assim a medida ainda causa discussão.
Como o Brasil é um país atípico, o problema se dá justamente no órgão responsável por analisar e punir os maus administradores. Quem deveria fiscalizar estava na maior festa, locupletação total. O que esperar do Tribunal de Contas que teve seu presidente envolvido profundamente na Operação Solidária?
Neste contexto, ZH me aparece com a frase da servidora reproduzida acima. Ela usa o argumento da sua própria honestidade, para mim a honestidade é a virtude de quem não tem nenhuma outra. É fundamento. Dizer que por não ter roubado merece o salário acima do que prevê a lei é algo que não se deve imaginar crível. Caso a entrevista com a servidora seguisse além da primeira frase infeliz, certamente ouviríamos sua insatisfação com os vencimentos.
No Brasil, os sem-noção estão cada dia mais numerosos, eles são perigosos. Os sem-noção são capazes de tudo e não tomam conhecimento de nada. Como se só existissem eles no mundo, um mundo que gira dentro do seu próprio umbigo.
O quem faz da pessoa pensar que deve ganhar mais que o mandatário do país? Mais que a pessoa que carrega todas as responsabilidades de governo ou de julgamento? Como pode estas coisas acontecerem no país nos dias atuais?
Este tipo de gente recebendo R$ 26 mil para abrir portas, como ocorre na Assembleia, é que impede o magistério de ter salário melhor. A conta é uma só, o dinheiro é um só, se mal distribuído, uns ganham mais e vários ganham uma miséria. Ninguém parece se importar.
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