quarta-feira, setembro 10, 2008

Apareceu a margarida...


Com o rabo preso, o galo silencia e finge botar ovo.

Rosane de Oliveira - Que recado você mandaria para o próximo prefeito? (Maria Mendes)
O senador Pedro Simon lamentou que a investigação da Operação Solidária, iniciada pelo Ministério Público Federal em Canoas e que tramita no Supremo Tribunal Federal, ocorra em pleno período eleitoral. Em entrevista ao Gaúcha Atualidade, Simon afirmou que o ideal seria que esse assunto viesse a público fora do processo de eleições, já que há dois anos, segundo ele, esse problema é investigado.

Conhecido no Congresso Nacional por derrubar ministros por sugerir o afastamento em casos de crise e investigação, o senador disse que não há motivos para sugerir o mesmo aos envolvidos na Operação Solidária, como o presidente da Assembléia Alceu Moreira, o secretário Marco Alba e o deputado Eliseu Padilha, pois, por enquanto, o momento é de expectativa.

Pedro Simon, senador e canalha, finalmente faz uma declaração sobre os escândalos que envolvem seus asseclas. E contrariamente ao tratamento dispensado por ele a seus advesários, não fez nenhum discurso inflamado. Agora que seu galinheiro pega fogo, Simon aparece para pôr panos quentes sobre o tema. O que até ontem era um mistério, agora se revela um escândalo de corrupção cujo centro é novamente Canoas.
Canoas funcionava, e aparentemente continua funcionando, como uma central de trampas. Digo funciona, pois o principal agente investigado é o ainda secretário de governo Francisco Fraga (PP). De mexe-mexe com a merenda à desvios em obras de saneamento, Canoas tem de tudo.
O mais incrível é que do lado da imprensa apenas a notícia fria e burocrática. Nada de grandes manchetes ou comentários de analistas, e por parte de Simon, a penas a lamentação por conta do período eleitoral. Ora senador, quem sabe neste período não se investigue ninguém?! É isto que o senhor almeja? Mais impunidade?

3 comentários:

Luís disse...

Como dizem alguns, a moralidade do nosso "senador romano" é seletiva... normal - afinal, todo político sério defende a sua classe, não é mesmo?!
"Que momento" do RGS!!!

ZEPOVO disse...

Triste fim do Simon, galo botando ovo, é muita crueldade...
Triste ter mantido uma biografia exemplar a vida toda e agora no final "escorregar"!

heliopaz disse...

Agente, Zé Povo e Luís,

Tenho 35 anos e tinha 16 quando votei pela primeira vez no Lula em 1989.

Sou de uma geração que não chegou a vivenciar a ditadura de fato, pois, quando me dei por gente, estava no jardim da infância no ano da anistia (1979). Minha família é extremamente conservadora e eu sou um exército de um homem só.

Quando tinha uns 12 ou 13 anos, tive uma professora de História maravilhosa, já experiente, próxima da aposentadoria, com quase 50 anos de idade chamada ELAINE STRINGHINI.

Foi na então Escola Estadual de 1º Grau General Daltro Filho, no Bairro Auxiliadora, na Av. América (ruazinha que começa na Quintino Bocaiúva ao lado de uma pracinha na frente da antiga COBAL, cruza a Bordini e a Nova York e termina na Mariland, bem no portão do Hospital Militar).

Naquele início de adolescência, ela foi a grande inspiração por eu hoje ser um acadêmico muito interessado em Ciências Humanas. Naquela época, ela já dizia: "O MDB nunca foi oposição aos milicos. Eles tinham uma LIBERDADE VIGIADA."

Ora, pois: liberdade vigiada não é censura nem repressão - é jogo de cena de quem faz de conta que é oposição e de quem faz de conta que permitia eleições "pluripartidárias".

Ela disse que o ULYSSES GUIMARÃES também assinou o AI-5. Como professora de História, ele devia ter suas referências confiáveis, assim como a BEATRIZ KUSHNIR conseguiu provar que a FOLHA era um antro de policiais fazendo o papel de jornalistas e emprestando jornalistas ao Estado para fazerem o papel de policiais. Além disso, a tese de doutorado dela (que virou livro) também cita que carros de reportagem da Folha também serviram de "camburões" pra prender "subversivos".

O Vladimir Herzog desapareceu como?! Isso ela não sabe, mas nesse angu tem caroço.

[]'s,
Hélio