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terça-feira, abril 14, 2009

Serra baixa a ripa


Governador e babaca

Ontem o governador de São Paulo José Serra (PSDB) foi à FIESP e falou sobre seu plano anticrise com medidas de incentivo. Assisti na televisão uma matéria sobre sito no canal Band News. A matéria deixou claro que alem da Folha, também a Bandeirantes aderiu a Serra.
Com os olhos esbugalhados Serra na saída do evento cobrou o governo Lula por mais ousadia dizendo que São Paulo está tomando medidas e que está na hora dos juros baixarem. Disse que faz seis meses que existem condições para que isto aconteça. O destaque foi grande e nenhuma informação mais foi dada.
Bem, primeiro que Serra anunciou medidas três meses após o governo Lula ter tomado providências sobre a crise. Até aqui, Serra assistiu tudo placidamente. Certamente torcendo para que a coisa fosse pior. Segundo, o Brasil só está bem na atual situação internacional por seu conservadorismo na taxa de juros e no superávit primário, caso contrário perderíamos as condições objetivas de regular os impactos da crise despejando no mercado os recursos economizados e baixando os juros de forma equilibrada. O Brasil ainda possui duas políticas potentes para dosar ações anticrise, ao contrário de muitos países desenvolvidos do planeta cujos juros já estavam em 2% antes da crise e que nada têm de reservas.
Outro detalhe importante que faltou na matéria, os juros no tempo de FHC (PSDB) eram os campeões mundiais na categoria e batiam de goleada os hoje praticados. Ou seja, Serra fala o que seus governos não fizeram. Que feio!



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domingo, junho 22, 2008

Caia a máscara da FIESP


Carga tributária uma ova! O problema da CPMF é outro.

REPÚBLICA VERMELHA
Recordemos texto do Boletim H S Liberal, de 19/11/2007, com informações de Mônica Bérgamo: “O ex-ministro da Saúde Adib Jatene ganhou mais notoriedade no debate sobre a CPMF, ao passar um pito no presidente da FIESP...” À frente da poderosa entidade... Skaf “está em campanha pelo fim da CPMF”. O médico Adib, ''pai'' da CPMF, falou alto e de dedo em riste: ''No dia em que a riqueza e a herança forem taxadas, nós concordamos com o fim da CPMF. (...) Os ricos não pagam imposto e por isso o Brasil é tão desigual. (...) Os ricos têm que pagar para distribuir renda''.

Skaf tenta rebater: ''Mas, doutor Jatene, a carga no Brasil é muito alta!''. E Jatene: ''Não é, não! É baixa. Têm que pagar mais. Por que vocês não combatem a Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social), que tem alíquota de 9% e arrecada R$ 100 bilhões? A CPMF tem alíquota de 0,38% e arrecada só R$ 30 bilhões''. Skaf desconversa: ''A Cofins não está em pauta. O que está em discussão é a CPMF''. E Jatene, certeiro: ''É que a CPMF não dá para sonegar!''. Estava coberto de razão em seu diálogo acalorado com Skaf. Ele pôs o dedo na ferida com precisão cirúrgica.