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segunda-feira, novembro 09, 2009

Como foi escrita a história recente do Brasil

Consciência Política
O ex-deputado Cleto Falcão, líder do ex-presidente Fernando Collor, no Congresso Nacional no anos 90, disse em entrevista à GloboNews, que as sobras de campanha somaram US$ 52 milhões.

"O PC era bom em arrecadar dinheiro", disse Falcão. PC Farias era o tesoureiro de campanha de Collor. Segundo o ex-deputado, ele dizia aos empresários, donos de cartéis industriais, que com US$ 1 milhão, poderiam ser ouvidos, com US$ 2 milhões, poderiam opinar e com US$ 3 milhões, poderiam indicar. Segundo Falcão, Collor não sabia desses métodos utilizados por PC na arrecadação.

Falcão disse que um dos momentos mais marcantes da campanha foi o episódio da doação de US$ 3 milhões feita à campanha de Collor, pelo empresário, dono do Grupo Votorantim, Antônio Ermírio de Moraes. O cheque teria sido repassado a PC Farias no caixa dois da campanha.

"Ele(Moraes) disse ao Fernando que tinha sido chamado pelo Sarney para disputar à presidência", disse Falcão afirmado que o convite não foi aceito pelo empresário porque ele não queria pagar o preço de eleger Leonel Brizola ou o "despreparado do Lula", ao tirar votos de Collor.

Morte de PC
Para Falcão os verdadeiros motivos da morte de PC Farias, tesoureiro de campanha de Collor, morto por sua namorada Suzana Marcolino na sua casa de praia em Maceió, em 1996, só devem vir à tona em 20 anos.

"Aceitar que a Suzana pegou o revólver e matou PC é acreditar em papai Noel", disse ele à GloboNews. "Ninguém mata as galinhas dos ovos de ouro", disse ele em refência à motivação passional que Suzana teria. O crime pode estar ligado às sobras de campanha, disse Falcão.

Namorada de Lula
Ele disse que durante a campanha de Collor, eles estavam preocupados com o desempenho de Lula, quando trouxeram uma fita com o depoimento de uma suposta ex-namorada dos petista falando sobre um filho que os dois teriam.

"Quando Fernando viu aquilo disse: 'vou colocar isso no ar'", afirmou relantado que todos os presentes concordaram. Para ele, o PT foi incompetente ao não encontrar o filho que Collor teria fora do casamento. "Eles (PT) vieram aqui (Alagoas), mas não conseguiram encontrá-lo", afirmou.




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quarta-feira, novembro 07, 2007

Mais em cana


Vigarista, diretor de futebol e deputado

Ontem também foi preso Onaireves Moura no Paraná. Para quem não lembra da figura, basta ler abaixo:

Blog de Política do Jornal O POVO
Lembram do ex-deputado federal Onaireves Moura? Ele integrou a tropa de choque do ex-presidente Fernando Collor, foi cassado em 1993 por quebra de decoro, foi acusado de compra de votos de outros deputados. Ex-presidente da Federação Paranaense de Futebol, ele chegou a ser destituído do cargo por não pagar o IPTU da instituição. O que, aliás, foi o de menos. Ele já foi preso duas vezes por sonegação fiscal, falsidade ideológica e formação de quadrilha. Os crimes teriam sido cometidos tanto quando ele era presidente da Federação quanto no período em que foi sócio de um bingo. Pois é, o cidadão agora está criando uma igreja. Isso mesmo. Onaireves Moura está virando bispo, gente. Como disse o jornalista Juca Kfouri, chegou-se ao último grau do charlatanismo.

Bem Paraná - A ficha de Onaireves Moura
Em 1993, o então deputado federal Onaireves Moura teve seu mandato cassado, por falta de decoro parlamentar, acusado de ter coordenado a compra de deputados pelo PSD - partido que presidia na ocasião - , com o objetivo de aumentar o tempo da legenda no horário político gratuito. Em 2000, Moura foi preso pelo crime de sonegação fiscal. Como responsável pela FPF, ele deixou de recolher aos cofres do INSS, entre dezembro de 1995 e junho de 1997, cerca de R$ 525 mil. A Justiça Federal de Curitiba o condenou a quatro anos e dois meses de prisão. Mas ele foi libertado após um mês na prisão, conseguindo provar que havia irregularidades no processo.



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quinta-feira, setembro 13, 2007

Estrepolias de Renan


Não é de hoje...

O bom de pegar um peixe grande é que quando está acuado ele acaba por entregar os outros:

Do RS Urgente: Senadora Heloísa Helena. A senhora sonegou o pagamento de impostos em Alagoas. Deve mais de R$ 1 milhão. Tenho um documento aqui que prova isso. E nem por isso eu o usei contra a senhora - disparou Renan Calheiros ao se defender da tribuna do Senado pouco antes de ser absolvido pela maioria dos seus pares. - É mentira, mentira - gritou a presidente do PSOL sentada no meio do plenário. Pouco antes, ela subira à tribuna para atuar como advogada de acusação. Renan não deu bola para a reação de Heloísa. Em seguida, virou-se para Jefferson Perez (PDT-AM) e comentou: - Veja bem, senador Jefferson Perez. Eu poderia ter contratado a Mônica [Veloso, ex-amante dele] como funcionária do meu gabinete. Mas não o fiz. Perez nada disse. Ouviu calado. Então foi a vez do senador Pedro Simon (PMDB-RS). Renan disse olhando diretamente para ele: - A Mônica Veloso tem uma produtora. Eu poderia ter contratado a produtora dela para fazer um filmete e pendurar a conta na Secretaria de Comunicação do Senado. Eu não fiz isso. Simon ouviu calado.
Exatamente por isto mataram o Paulo Cézar Farias (PC Farias), também
alagoano. Caso ele não tivesse sido assassinado, muita desta gentalha
que ainda está por aí poderiam já ter sido presos. No processo Collor
éramos todos muito tolos e não soubemos conduzir a coisa da melhor
maneira possível. Nos deram a cabeça do presidente apenas para não
cairem de joelhos, e aceitamos felizes as cosas que nos eram entregues.
Calheiros, Jefferson, Sarney, ACM, FHC... todos teriam sido envolvidos no escândalo e o dinheiro rolava solto, mas isto é outra história.


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