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segunda-feira, agosto 02, 2010

Aliados americanos investem em censura


Elemento suspeito.

Folha Online - BBC Brasil - Por controle, países árabes proíbem funções do Blackberry - 02/08/2010
Dois países do golfo árabe anunciaram a proibição de algumas funções do telefone celeular Blackberry, alegando razões de segurança.
Os Emirados Árabes Unidos vão bloquear o envio de e-mails, o acesso à internet e o envio de mensagens instantâneas de um aparelho para o outro. A Arábia Saudita vai proibir o envio de mensagens instantâneas de um aparelho para o outro.
Os dois países demonstraram irritação por não poder monitorar este tipo de comunicação entre os aparelhos.

Isso ocorre porque as mensagens enviadas de um Blackberry para o outro são automaticamente codificadas e enviadas para servidores fora dos países.
O império central costuma pregar uma coisa e fazer outra.
A Arabia Saudita redireciona todo trafico internacional de internet por uma grande instalação de proxy localizada na cidade de Rei Abdulaziz. A filtragem de conteúdo é implementada ali.  Adicionalmente, um número de sites são bloqueados de acordo com duas listas mantidas pela Unidade de Serviços da Internet: uma contendo materiais "imorais" (segundo eles) como sites pornográficos, e a outra baseada nas decisões de um comitê de segurança dirigido pelo Ministro do Interior, que inclui sites que são críticos ao governo. Uma característica interessante deste sistema é que as pessoas são encorajadas a ativamente denunciar sites para bloqueio. (Wikipédia)
Já os Emirados possui um único provedor de internet para o país que bane qualquer conteúdo pornográfico, político ou que esteja em desacordo com a "moral". Lá não funciona o Skype, foi banido, vai saber a razão!
Os sheiks partilham entre sí as riquezas do país, são os donos de quase todos os serviços estatais e representantes dos principais interesses estrangeiros nos dois países. As mulheres vítimas de abusos são banidas por gravidez ilegal, não há partidos políticos, a justiça não é livre e nem mesmo existe imprensa. Não há eleições ou qualquer tipo de alternância no poder. São meras ditaduras medievais, onde os inimigos do poder são "desaparecidos" nos porões dos poderosos órgãos de repressão política-religiosa.
Pois estas ditaduras são os principais aliados dos EUA no Oriente Médio. Nenhuma linha na livre imprensa americana ou internacional versa sobre as barbaridades ocorridas ali, o silêncio é obsequioso. A hipocrisia que oculta os fatos na Arábia Saudita e Emirados martela como um mantra e de forma manipulada e exagerada a situação de Cuba.
Banimento dos telefones é só a ponta do iceberg, debaixo do pano tem muito sangue e também a justificativa da existência da Al-Qaeda. Boa parte da organização terrorista é saudita e outra parte considerável é egípcia e ambas querem derrubar seus governos autoritários.
A democracia e a liberdade não são os valores defendidos pelos EUA naquela parte do mundo, isto é dispensável em troca de lealdade incondicional e bases militares em profusão.





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segunda-feira, junho 29, 2009



BBC Brasil - Notícias - Após 30 anos de proibição, sauditas vão ao cinema pela 1ª vez
Após três décadas sem cinema - desde que a atividade foi proibida nos anos 70 - o público da capital saudita, Riad, teve pela primeira vez a oportunidade de assistir a uma obra na tela grande.

Este é o regime obscuro sustentado pelos EUA no Oriente Médio. Some-se a isto a censura a imprensa, inexistência de partidos políticos de oposição, nas indicações o nepotismo é a regra (família real), entre outras...



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quarta-feira, janeiro 16, 2008

Dois pesos


Os sauditas são amigos e perdoáveis em tudo.

Um dia após o presidente americano George W. Bush proferir um entusiasmado discurso no Emirados Árabes Unidos declarando a abertura "de uma nova grande era... fundada na igualdade de todas as pessoas", voou para a Arábia Saudita e conversou com o rei Abdullah. Bush nada falou da ditadura e ausência de direitos civis e individuais ou mesmo de imprensa livre, a pauta era outra.
A Arábia Saudita possui 20% do petróleo do mundo e é governada por uma família e tem sua legitimidade menos pela lei do que por uma seita muçulmana extremista chamada Wahhabismo, seita na qual Osama Bin Laden foi formado. Acreditam na estrita interpretação do Corão e um estado islâmico puro. Lembrem-se que 15 dos 19 seqüestradores do 9/11 eram sauditas.
Bush tem um discurso para cada platéia, conforme sua conveniência. A Casa Branca ataca sistematicamente o constitucional e legítimo governo de Chávez na Venezuela e negocia armas e petróleo com ditadores sem remorsos.


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