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segunda-feira, maio 31, 2010

Guerra: uma questão de mercado


Quem mandou falar a verdade?!

O senador norte-americano Hiram Johnson disse em 1917 que "a primeira vítima quando começa a guerra é a verdade". Nada mais verdadeiro.
Hoje, 31 de maio, o presidente da Alemanha, Horst Köhler, renunciou a seu cargo. Reeleito para um segundo mandato em 2009, era aliado da primeira-ministra
Angela Merkel.
O cargo de presidente tem papel meramente representativo e não causa nenhuma crise política no país, a questão não é bem esta. O problema é que o ex-presidente andou falando o que não devia sobre o Afeganistão e a participação da Alemanha no conflito. Segundo ele a Alemanha "depende em grande
parte do comércio internacional
", e que ações militares seriam
necessárias para atender aos interesses de seu país
.
Köhler falou a verdade, Marx já havia no passado explicado com clareza as razões pelas quais existem guerras. Países não tem amigos, tem interesses. Estes interesses são garantidos por acordos ou pela guerra para mantê-los ou expandi-los. Simples assim.
Porém, dizer a verdade pode custar a cabeça. Pelo menos na Alemanha.

segunda-feira, novembro 05, 2007

Um peso e várias medidas


Paquistão já viveu momentos melhores


A hipocrisia americana e da mídia internacional não tem limites. No futuro, daqui há vários séculos se o homem não se exterminar até lá, o período que vivemos hoje será contado como nas páginas de 1984 de George Orwell. Será a era orwelliana.
A diferença da cobertura internacional nos temas mais delicados é escandalosa. No Oriente Médio a verdade já não passa mais nas redações há muito tempo, em geral mostram os palestinos como os inimigos de Israel e esquecem que quem tentou eliminá-los foram os europeus. Mostram os palestinos como se fossem os agressores, quando são as vítimas se auto defendendo, mostram um estado beligerante e que pratica cotidianamente uma limpeza etnica-religiosa como se fosse uma faxina necessária. Isto não é novo.
No Afeganistão o ditador de plantão agora prende opositores. O regime daquele país só sobrevive com o apoio militar e logístico dos Americanos, o presidente é um militarzinho que nunca foi às urnas que mata e manda prender. Uma ditadura militar ao velho estilo década de 70 na américa latina, cheia de agentes da CIA e dinheiro oriundo de Washington.
Outra ditadura sem partidos e sem imprensa é a Arábia Saudita que ainda de quebra é uma monarquia de fanfarrões. Sustentados pelo petróleo, pela opressão e pelo apoio americano.
Comparem agora a cobertura da imprensa para a Venezuela ou o Irã. Não é atoa que são países que não se alinham com os ditames de Washington. A diferença de tom é gritante. Detalhe: os dois países são democracias com eleições e constituição, partidos e imprensa livres, além de oposição constituída e atuante.
O tom dos comentários são manipulativos e sempre pró-americanos em relação a sua política expancionista. Eu fico enojado, sugiro a leitura da imprensa livre cujos links se encontram nesta página.


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